sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Você está em paz? (Ito Siqueira)

 
Há alguns dias o médico conversou comigo acerca das complicações relativas ao tratamento da leucemia. Logicamente que existem riscos e complicações num tratamento de uma doença como essa. Após ter falado tudo perguntou se havia ficado alguma dúvida. Eu disse que não. Naquele mesmo momento ele olhou para mim e disse: “Você não está com a cara de quem está preocupado”.  Respondi: “De fato não estou preocupado, estou em paz. Na verdade confio que Deus está à frente de tudo, não tenho motivos para ficar preocupado”. 

Em Romanos 5:1 a Palavra do Senhor nos ensina que “sendo pois justificados pela fé, temos paz com Deus por nosso Senhor Jesus Cristo”. Ou seja, a paz não depende de nós. Ela nos é concedida por meio do sacrifício de Jesus, e esse já foi realizado. Agora podemos desfrutar dessa paz.

Se você não conhece a Cristo, se ainda não colocou sua vida nas mãos dEle, certamente não tem desfrutado dessa Paz. A Paz é de Deus, nós apenas podemos usufruir da mesma a partir do sacrifício feito na cruz. Jesus entregou sua vida por nós. Deus deu seu único filho para que todo aquele que nele crê, tenha a vida eterna.  Você também pode desfrutar dessa paz em Cristo, para isso precisa dar um importante passo de entregar sua vida a Cristo. Pode parecer algo complicado ou mesmo difícil, mas na verdade é um ato de confiança. Creia no seu coração e entregue sua vida nas mãos dEle.

Podemos aprender muito com os ensinamentos do pai da fé, Abraão. Em Romanos 4:20-25 aprendemos que precisamos ter fé.

20 Mas Abraão nunca duvidou. Ele acreditava em Deus, e a sua fé se fortaleceu até, e pôde assim louvar Deus por essa bênção ainda antes de ela se concretizar. 21/22 Ele estava certíssimo de que Deus era poderoso para cumprir tudo o que tinha prometido. E em razão da sua fé, Deus considerou­o justificado.
23/25 Ora acontece que esta afirmação de ser aceite por meio da fé não foi feita só em benefício de Abraão. Ela também é para nós, os que cremos em Deus que ressuscitou da morte Jesus nosso Senhor; o qual foi entregue à morte por causa das nossas transgressões e ressuscitou para que pudéssemos ser considerados justos aos olhos de Deus.

Você pode começar a desfrutar dessa Paz agora mesmo. Aceite a Jesus em seu coração.

Um amigo me perguntou como eu podia acreditar nessas coisas. Felizmente tudo isso é fruto de uma experiência vivida. Não é algo que está na Bíblia e por isso eu acredito, na verdade eu experimento dessas verdades em minha vida. São realidades para mim e pode ser também para você. Experimente também.

Em Romanos 5:1-8 podemos ver:

1/2 Sendo, pois, declarados justos pela fé, temos paz com Deus, devido ao que nosso Senhor Jesus Cristo fez por nós. Pois em razão da nossa fé, temos direito a esta graça, e em confiança nos regozijamos pelo dia em que partilhamos da glória de Deus.
3/5 E também nos regozijamos nas tribulações, porque sabemos que ensinam a persistência. Depois a persistência fortalece­nos o carácter, e ajuda­nos para que a nossa esperança se torne forte. E nessa esperança não ficaremos desiludidos, pois sentimos o amor de Deus nos nossos corações pelo Espírito Santo, que ele nos deu.
Quando nos encontrávamos sem possibilidades de sair da situação de pecadores culpados, Cristo veio, no momento oportuno, e morreu por nós, pecadores. Mesmo que fôssemos justos, poderia ser talvez que alguém viesse a morrer por nós; não é vulgar que alguém morra por uma pessoa boa. Mas Deus prova o seu amor para connosco em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores.

Não espere para amanhã. Tome essa importante decisão ainda hoje.

Deus o abençoe

Ito Siqueira.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Pensamento Batista - Pastor Ney Ladeia


SEMEAR A PAZ



“Se quisermos ser semeadores da paz, precisamos primeiro confrontrar nossas feridas e a escuridão em nossos corações. Senão, estaremos sempre culpando outras pessoas pelos nossos problemas, em vez de olhar para nós mesmos”.


(Em Busca de Francisco, de Ian Morgan Cron, p. 125).

ORAÇÃO E A DINÂMICA DA VIDA



            Oração não é uma prática circunstancial. Oração é devoção – sentimento religioso próprio de quem vive uma experiência de caráter permanente. O substantivo fomenta o verbo devotar, de que se inferem o oferecimento em voto, a dedicação, a consagração, o tributo. Essas acepções percorreram toda a Idade Média sem descurar de seu sentido estrito, rigoroso e exato. Transcendem épocas, nutrindo a adoração de sucessivas gerações. São hoje ainda pertinentes.
            Oração é, assim, o comportamento do cristão. Independe do momento. Está no espírito da comunhão divino-humana. Pode ocorrer a qualquer hora, em qualquer circunstância, pois que é prática do espírito. Se nessa prática nós desvanecemos, nalguma ocasião, o Espírito não apenas nos induz, como nos ensina a orar da forma como convém (Rm 8.26). Fá-lo com a força das próprias entranhas, é assim que Paulo expressa seu empenho e seu afã de nos tornar orantes naturais.
            A lógica nos leva a mais uma inferência: é aí que a alma se desnuda diante de Deus. Derrama-se. Desvencilha-se de quaisquer óbices. Faz-se oblação. Permite-se perscrutar até os limites últimos. “Como poderia eu ausentar-me do teu Espírito?” – indaga o salmista Davi (Sl 139). Aquele que sonda nossos corações e pesa nosso espírito, também conhece nossos recônditos... Ele vai aonde não vamos e penetra naquilo em que nem nós mesmos nos conhecemos.
            Que nos resta, senão prostrar-nos diante dele, em absoluta e desimpedida genuflexão, sem as amarras do tempo, sem as demandas neurotizantes da vida moderna, nos grandes centros? Ora bem quem ora sempre, aquele que tem em si essa vocação. É a oração no espírito, a verdadeira oração, na qual, por vezes, o Espírito fala mais que o homem. É nesse nível de comunhão com o Altíssimo que todas as posturas formais e toda preocupação estética se diluem.
            Em suma, oração é Deus presente em nossa postura adoradora. Ninguém é solitário enquanto ora. Assim, podemos afirmar que a prática da oração não é pontual, pois é comunhão com Deus. Lembra-nos a asseveração dos chamados psicólogos da religião, que um cristão amadurecido ora não para pedir alguma coisa, mas para comungar com Deus.
            Pois, oração não pode ser prática de gente apressada..., acossada pelas circunstâncias. Orar é estar com Deus. É descansar em Deus. É debruçar-se nos braços do Senhor e aí ficar. É senti-lo num aconchego de Pai. Oração faz-se com a dinâmica da vida. É sua demanda principal.

Recife, 26.09.2015
                 Válter Sales