segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

PERMANECER EM CRISTO

PERMANECER EM CRISTO

                                                             "Se permanecerdes em mim,  e  as
                                                                          minhas palavras permanecerem em
                                                                          vós, pedireis o que quiserdes, e vos
                                                                          será feito” (Jo 15.7)


            Orar é mais importante que não orar – não pode haver conclusão mais lógica. Ter uma vida de oração é uma coisa. Não tê-la é outra, completamente diferente. Oração é uma vida de mão dupla: há o caminho da ida, porque, orando, nós vamos a Deus; há também a faixa de retorno, porque, quando oramos, Deus vem ao nosso encontro. Oração é, pois, o encontro de Deus com o homem. Referimos aqui dois fatores: a Oração e a Palavra. São irredutíveis na comunhão com Deus.
            As condições para que esse encontro divino-humano aconteça são claramente expostas por Jesus Cristo – “Se permanecerdes em mim, e as minhas palavras permanecerem em vós, pedireis o que quiserdes, e vos será feito”. Tudo está efetivamente delineado: nós nele e Ele em nós. O encontro com Deus só acontece quando essas duas evidências se instalam em nossa vida.
            É Jesus Cristo quem está assegurando, dando a garantia. Ele está falando aos seus discípulos. Em Jesus, Deus já veio. É concreta, portanto, a possibilidade de sua Palavra permanecer em nós. Falta apenas a nossa parte – “Se vós permanecerdes em mim”. O que nos falta é buscar Deus na vida e para a vida. Qual será a consequência dessa busca? Receber suas bênçãos: “... pedireis o que quiserdes, e vos será feito”. Não haverá o risco de pedir em desacordo com o seu caráter, se estivermos nele. Então Ele nos ouvirá.
            A virtude da persistência se conquista ou se alcança na prática, sistemática e disciplinada, da oração. Nós persistimos e Deus simplesmente nos acolhe, pois é isso o que Ele deseja de nós – “... porque o Pai procura a tais que assim o adorem” (Jo 4.23). O que Deus de fato acolhe é o nosso caráter marcado por sua Palavra. A este, a comunhão é natural. Uma das dificuldades da nossa vida é a incapacidade de persistir, até por fidelidade aos nossos propósitos. Permanecer na oração e na Palavra é realizar propósitos de Deus para nós humanos. “Nós perseveraremos na oração e no ministério da palavra” (Apóstolos, At 6.4).
            Precisamos nos aprofundar em Deus para conhecê-lo, e não só pela via do intelecto, mas por meio de uma experiência pessoal com Ele. O cristão em atitude de verdadeira adoração emerge da profundidade para a grandeza. Para ele, o sentido da adoração será sempre elevação, às alturas, à infinitude, ao trono Eterno e Santíssimo, onde Deus habita. 

                                                                                  Recife, 09.12.2011
                                                                                      Válter Sales

POR QUE DEUS NÃO NOS RESPONDE?

POR QUE DEUS NÃO NOS RESPONDE?
                                                                        
                                                                                   “... vosso Pai sabe o de que tendes
                                                                                  necessidade, antes que lho peçais
                                                                                  (Mt 6.8).

            A pergunta – por que Deus não nos responde? –, não está bem colocada.  É certo que Deus responde as nossas orações. Ocorre, porém, que Deus responde como Deus, de conformidade com o seu caráter bondoso, de acordo com a sua onisciência – “Deus, o vosso Pai, sabe o de que tendes necessidade, antes que lho peçais”. Em Mt 7.7, Jesus decreta: pedi, buscai e batei, de forma persistente, é o espírito do texto. Se Jesus falou, resta-nos obedecer. É uma questão de fé, que melhor se traduz em obediência.
            Na sequência – verso 8 –, Jesus declara que aquele que pede recebe;       o que busca encontra; e, a quem bate, abrir-se-lhe-á. Deus nos responde, por sua amizade e paternidade. Ele é nosso Pai e se faz nosso amigo. Essa amizade é graça plena! Nós, pecadores, não temos tal mérito, mas, pela sua infinita graça, Ele nos ouve e nos responde. Um Pai assim, tão amorável, jamais negaria boas dádivas aos seus filhos. Devemos, portanto, orar sem cessar.
            É verdade, no âmbito da oração mais sincera e mais profunda, que Deus nos atende. Ele considera as nossas orações. Se você tem dúvida, comece, hoje mesmo, uma vida de oração objetiva e disciplinada. Então saberá. “Se você não obtém tudo o que pede, é porque o Salvador pretende dar-lhe algo melhor”, compreende Arival Casimiro. O salmista escreveu: “Bendito seja Deus, que não me rejeita a oração, nem aparta de mim a sua graça” (Sl 66.20).
            Curvamo-nos diante do Pai Eterno, e só diante dele! Ele nos criou, nos sustenta, nos conhece desde o mais profundo de nossa alma. Ele é Deus de amor e Pai de amor. Ele “dará boas coisas aos que lhe pedirem”, disse Jesus, em Mt 7.11. Não há razão para temer sua resposta. O argumento de Jesus é que, se um pai humano sabe o que é melhor para seus filhos, como o não saberia o Pai celeste?
            Hoje, nosso desejo é que Deus levante homens e mulheres que façam da oração uma devoção. Que orem incessantemente por um despertamento espiritual no Brasil e no mundo, nas pessoas e nas igrejas. Quem sabe, uma nova reforma, que nos leve de volta à Bíblia como Palavra de Deus aos homens; a uma fé, pura e verdadeira, em Jesus Cristo – Caminho único para Deus Pai; à graça excelsa, penhor divino para a salvação de todo aquele que crê no Filho de Deus e a Ele entrega a vida, de forma completa e definitiva.
            Aí Deus nos ouvirá!
                                                                                   Recife, 13.12.2011
                                                                                       Válter Sales


"O VENTO SOPRA ONDE QUER"

“O VENTO SOPRA ONDE QUER”

“O vento sopra onde quer, ouves a sua voz, mas não sabes donde vem, nem para onde vai; assim é todo o que é nascido do Espírito” (Jo 3.8)


            Esta mui conhecida frase foi dita por Jesus a um sábio judeu, chamado Nicodemos. Mestre em Israel, membro do Sinédrio, representante do judaísmo aristocrático. Era um homem nobre, bem-intencionado, mas espiritualmente desinformado. Curioso, foi a Jesus, de noite (talvez não quisesse comprometer-se), e disse-lhe: “Rabi, sabemos que és mestre vindo da parte de Deus; porque ninguém pode fazer estes sinais que tu fezes, se Deus não estiver com ele” (3.2).

            De fato, só mesmo Jesus poderia fazer o que Ele fazia. Ninguém mais. Porém, embora reconhecesse verdade nas palavras de Nicodemos, Jesus não se deixou impressionar por seus panegíricos ou elogios. O muito falar e o falar muito não ditam o modo de ser e de agir do Filho de Deus. O princípio é o mesmo aplicável à oração, de Mateus 6.5-8 – discrição, verdade no falar, coerência entre oração e propósitos.

            A acuidade do mestre judeu não foi suficiente para entender o sentido profundo e excepcional da mudança na vida que somente Deus realiza, por meio do seu Espírito. E a figura usada por Jesus foi pneuma (vento e espírito), coisa que Nicodemos não entendia. Nascer de novo, para ele, era por demais enigmático. Voltaria ao ventre materno? Não! Nasceria do Espírito, da mesma forma que Jesus, que dá a nova vida, foi gerado pelo Espírito.

            Mas, se não sabemos de que lado vem o vento, ou para onde vai soprar; se não sabemos de que direção vem o Espírito ou para onde nos vai mandar, melhor mesmo é estar onde Ele possa estar e nos assinalar com sua graça histórica, reveladora, restauradora. Não se há de estranhar o que Deus faz, só porque não lhe aferimos o pensamento. Do lado que o Espírito soprar, será sopro de Deus. Ele estará sempre no lugar da comunhão. É o viver no Espírito e andar no Espírito, de Gálatas 5.25.

            Eis aí o segredo da vida cristã mais autêntica: comunhão, que não chega a ser segredo, pois que é evidência, e das mais claras. Não há como se esconder do contato com Deus. Nem Adão, atrás das árvores, nem Nicodemos, de noite. Nem há razão para esconder-se. A comunhão é o canal, aberto a todos, por onde jorra a excelsa graça de Deus na direção do homem pecador, mas contrito. A este o Senhor não despreza.

            Por que ocultar uma relação tão sublime? Quando o Espírito de Deus sopra sobre nossa vida, tudo se faz novo. É o novo nascimento, mensagem central do Evangelho.

Recife, 24.10.2011
     Válter Sales

"ELE FAZ TUDO BEM"

“ELE FAZ TUDO BEM”

                                               “Tudo ele tem feito esplendidamente bem:
                                                não somente faz ouvir os surdos, como               
                                                                 falar os mudos” (Mc 7.37)


            Este verso foi inspirado num contexto de milagres. Marcos é especialista nessas narrativas. É, por isto, um evangelho rápido e sucinto, direto e objetivo. Não se perde em argumentos. Para esse evangelista, Jesus é o que é; faz o que faz, e pronto. Não há necessidade de desdobrar-se em argumentos para provar que Jesus é Deus. Ele é Deus, embora muitos não creiam nesta verdade.

            Há um Efatá solene, ungido e decisivo – Abre-te! e, logo, se abriram os ouvidos e se lhe soltou e empecilho da língua, e o surdo-mudo, ou gago, nalgumas versões, falava desembaraçadamente (35). O texto bíblico não deixa dúvida: o ato de Jesus foi instantâneo e perfeito. Deixou a todos maravilhados     – “Tudo ele tem feito esplendidamente bem...”. O episódio nos remete a Gn 1.31 e Jo 5.17, e nos revela um Deus que não descansa, mas permanece trabalhando e fazendo tudo bem.

            O fato ocorrido nas regiões de Decápolis dá-nos mais uma lição, ligada à  pressão de nossas necessidades. A escritora Sandra Querin afirma: “Nós nos confundimos, às vezes, achando que só porque nós temos uma necessidade, Deus deve nos responder ao nosso modo e no nosso tempo. Isso significa deixar a necessidade nos governar e não o Senhor. Independentemente do que você está passando agora, a sua necessidade pode até ser a sua resposta!”.

Uma coisa é certa: Deus é infinitamente maior que a nossa necessidade. Não permitamos, pois, que ela bloqueie nossa comunhão com o Todo-Poderoso e comprometa nossa paz. A          quilo que Ele revela à nossa mente e coração é a única  revelação que nos traz a paz. Sandra Querin arremata: “A paz de Deus é apenas um indicador da revelação e da verdade de Deus. Se você está inquieto e inseguro, escolha o caminho que traz paz ao seu coração, pois com certeza Deus reside nesse caminho”.

Efatá! Cuido que esta palavra do Senhor tem a ver com nós outros, hoje, e sempre. Quem escolhe o caminho que leva a Deus, Jesus, certamente vai encontrar-se com ela.


                                                           Recife, 25.10.2011

                                                                Válter Sales

DEUS NO CENTRO DA VIDA

DEUS NO CENTRO DA VIDA

                                                                                  “Todos os caminhos do homem são
puros aos seus olhos, mas o Senhor
pesa o espírito” (Pv 16.2)


            Por espírito aqui, entenda-se “caráter ou disposição moral”. Quando Salomão diz que “o Senhor pesa o espírito”, simplesmente sequencia a ideia esposada no verso anterior (Pv 16.1), pela qual aprendemos que a resposta certa não é sempre a que atende aos planos do coração humano, por vezes enganoso e corrupto (Jr 17.9), mas a que se coaduna com os pensamentos e planos sábios da mente divina. A justiça própria pode satisfazer ao homem, mas Deus é o juiz final de todas as coisas.

            Todos os caminhos que o ser humano traça para si mesmo, “são puros aos seus olhos”, mas as intenções do seu coração são avaliadas por Deus. E nada se lhe escapa!. Por conseguinte, todos deveriam ser entregues ao Soberano Senhor, literalmente, “rolados sobre” Ele. Podemos buscar apoio na Escritura: Sl 37.5 – “Entrega o teu caminho ao Senhor...”; “Descansa no Senhor e espera nele” (7).  Pv 3.5 – confiar em Deus de todo o coração e não confiar em si mesmo. Paulo ensina que quem nos julga é o Senhor (1Co 4.4).

            Nós traçamos nossos caminhos e fazemos declarações de perfil categórico, mas o destino de nossas vidas, o sentido de nossas ações, a última palavra mesmo é de Deus, que “declara”, literalmente “declara” sobre nós, do alto de sua infinita sabedoria e seu inescrutável ser. Aqui associamos Tg 4.13 – “Atendei, agora, vós que dizeis: Hoje ou amanhã, iremos para a cidade tal, e lá passaremos o ano, e negociaremos, e teremos lucro”. Que se nos recomenda? “Em vez disso, devíeis dizer: Se o Senhor quiser, não só viveremos, como também faremos isto ou aquilo” (15).

            Quando inclinamos nossa mente diante do Altíssimo, Ele nos edifica, constrói uma nova vida, uma nova realidade, um novo sentido existencial. É aí que começamos a entender que com Deus no centro de nossas decisões, tudo faz sentido, tudo dará certo. Nossa entrega a Ele comporá a certeza de que em nós “Ele faz tudo bem” (Mc 7.37).

            Não são os nossos argumentos, menos ainda a nossa ansiedade, que vão determinar o modo de Deus agir. Ele agirá pelo que é, por sua natureza e caráter. Assim, no final de tudo, a solução será de Deus, o mérito será seu, a glória será sua, não nossos. Não há homens poderosos na oração. Há orações feitas por pessoas vulneráveis, ao Deus Todo-Poderoso, para que a glória e o poder sejam de Deus e não nossos.


                                                                                  Recife, 27.10.2011
                                                                                      Válter Sales

O PAI NOSSO DE CADA DIA

O PAI NOSSO DE CADA DIA

                                                                                  “... vós orareis assim: Pai nosso...”
                                                                                  (Mt 6.9)


Já se disse que o Pai Nosso é a “oração-modelo” ensinada por Jesus Cristo, e “oração do discípulo”, porque requer postura e atitude de seguidor. Como oração-modelo, ela não é para ser simplesmente repetida. Serve de parâmetro, de padrão. São princípios que devem nortear todas as orações. Como oração do discípulo, diz-nos daquele que faz real profissão de fé e propósito de seguir os caminhos do Senhor. Esta deve ser uma experiência de todos os dias.
O Pai Nosso é, assim, a oração do filho-discípulo. Dizer “Pai nosso” é aludir
a uma vinculação não apenas filial, mas funcional. Só o discípulo pode proferi-la significativamente. Não caracterizadas pela vinculação filial-discipular, estas palavras perdem o sentido e a eficácia. Aquele que não se fez seguidor de Cristo, nada pode experimentar da paternidade divina. O Apóstolo Pedro declara que é por ele, Jesus Cristo, que cremos em Deus (1Pe 1.21). Crer, na sua essência, tem o sentido da obediência, algo que se processa no ordinário da vida.
Trata-se de uma relação santa a amorosa – o “Pai nosso” é aquele que está nos céus. E haverá céu, nessa relação com Ele, por onde transitar a alma crente e genuflexa, inclinada e reverente. É elevação da alma ao céu ou céus, onde Deus mora (céus no plural, porque Deus é ilimitado). Elevação à majestade, à glória. É uma relação de intimidade entre Pai celeste e filho humano, só concebida pela graça. É expressão de paternidade de que a correspondente veterotestamentária era apenas um vislumbre.
O Pai Nosso nos ensina que o Deus único contrasta com os deuses do paganismo, que não são nossos pais, pois que não são relacionais. O Salmo 115 afirma que esses deuses são obra das mãos dos homens. Têm boca, mas não falam, seus olhos não veem, seus ouvidos não ouvem, seu nariz não cheira, suas mãos não apalpam, seus pés não andam e nenhum som lhes sai da garganta    (4-7). Somos exortados a confiar no Senhor, agora e sempre (18).
Podemos apresentar ao Pai nossas necessidades humanas, não sem antes reconhecer-lhe a soberania, tanto na terra como nos céus. Nossas necessidades do presente são levadas ao trono de Deus. Pedir o perdão da   vivência do passado, recorrendo à sua graça perdoadora. Pedir ajuda nas tentações, pois o nosso futuro é posto nas mãos de Deus. Passado, presente e futuro – a totalidade de nossa vida humana –, são postos ante a misericórdia divina. De igual modo, o Pai Nosso traz o Deus pleno para as nossas vidas.
A necessidade de sustento na vida faz-nos ver Deus como Pai, criador e sustentador. A necessidade de perdão nos leva ao Deus Filho, salvador, redentor. O pedido de ajuda nas tentações nos leva ao Deus Espírito Santo, consolador, fortalecedor, iluminador, guia e guardião de nossa vida. O Pai Nosso nos projeta no âmago do amorável Pai. Ele é o Pai Nosso de todos os dias.

                                                                       Recife, 09.11.2011
                                                                            Válter Sales

ESPERANDO NO SENHOR

ESPERANDO NO SENHOR

                                                                       “Espera pelo Senhor, tem bom ânimo,
                                                                       e fortifique-se o teu coração; espera,
                                                                       pois, pelo Senhor (Sl 27.14)


            Esperar é um exercício às vezes doloroso, desapontador. Mas é de extrema necessidade, pois que contribui para a nossa maturidade. É uma provação que tem o objetivo de nos aprovar. Vêm dos escritos de Tiago (1.2-4) informações acerca dos benefícios da provação da nossa fé, que produz perseverança e esta produz integridade e perfeição – “para que sejais perfeitos e íntegros, em nada deficientes”.

            Esbarramos em nossas limitações mentais e carência de sensibilidade espiritual. Excitamo-nos, ficamos nervosos quando nossas expectativas não se realizam como nós as queremos. Paremos um pouco e pensemos: nem tudo tem de ficar bastante claro no momento que quisermos. O tempo de Deus não é o nosso tempo. Ele é infinito, eterno. Nós temos pressa. Somos finitos.

            Coisas há que, de pronto, são captadas pela nossa percepção. Fatos há, entretanto, que só serão compreendidos ao longo da vida. Isto pode significar que Deus nos vai trabalhando enquanto se vai distendendo o tempo. Vai nos burilando enquanto vida houver. Nem sempre estamos preparados para receber tudo de uma vez. Então Deus aplica, paulatinamente, sua metodologia, em doses necessárias ao nosso crescimento. E ninguém cresce de um lance... Tudo é perfeitamente gerido por sua infinita sabedoria. Necessário será, por conseguinte, viver em sintonia com Deus para irmos nos apercebendo de sua operação. Na economia divina tudo se faz pelos métodos do Altíssimo.

            É preciso esperar pelo Senhor. É a possibilidade que temos de manter o nosso ânimo em alta. Davi diz: “Espera pelo Senhor, e tem bom ânimo e fortifique-se o teu coração”. E diz mais: “Esperei confiantemente pelo Senhor; ele se inclinou para mim e me ouviu quando clamei por socorro” (Sl 40.1). Expoentes das profecias, como Isaias e Jeremias, lançam mais luz à questão: “Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos os meus caminhos, diz o Senhor” (Is 55.8). “Eu é que sei que pensamentos tenho a vosso respeito, diz o Senhor; pensamentos de paz, e não de mal, para vos dar o fim que desejais”, arremata Jeremias (29.11).

            Que nos resta, senão esperar pelo Senhor? Esperar e viver no compasso de Deus, cujas ações jamais falham. Seus atos são perfeitos como perfeito Ele é. “Somente em Deus, ó minha alma, espera silenciosa; dele vem a minha salvação
(Davi, Sl 62.1).


                                                                       Recife, 07.11.2011
                                                                            Válter Sales